segunda-feira, 27 de março de 2017

Filme do Venom vem aí...

Já faz um tempo que a Sony vinha flertando com um filme solo do Venom e noticias desencontradas e boatos surgem desde o lançamento de Homem-Aranha 3 (2007) quando Topher Grace fez o papel de Eddie Brock, o primeiro alter-ego do personagem (criado por David Michelinie e Todd McFarlane em 1988). O fato é que a ideia de ter um filme nesse momento que o Homem-Aranha está na Marvel Studios soa no mínimo estranho, já não se sabe ao certo como estão os acordos entre a Sony e a Marvel/Disney para entrar dentro do universo do Homem-AranhaSeja como for, um filme do Venon está sim sendo planejado para ser rodado ainda esse ano e com estreia provável para o final de 2018. Ainda não há elenco ou diretor. O único provável envolvido até aqui é o produtor Avi Arad da trilogia de Sam Raimi... Mas será que valerá a pena? 

Santa Clarita Diet- 1º Temporada (Resenha Seriados)

Eis uma série que me pegou de surpresa. Na verdade ela foi pouco divulgada antes de sua estreia no Netflix- talvez algum receio- mas o bem da verdade é que o que começa de forma absurdamente boba, acaba ganhando um roteiro divertido e instigante. Na trama Sheila (Drew Barrymore) é uma corretora de imóveis junto ao seu marido  Joel (Timothy Olyphant) e em uma bela manhã depois que Sheila vomita uma gosma e lança uma pequena "bola preta" para fora, descobre-se que ela na verdade virou um zumbi! De forma inusitada, essa transformação surge de forma diferente e seu comportamento ainda que tenha a "fome por carne", transcorre lentamente sem grandes modificações- claro, fora as mortes de terceiros para que ela possa se alimentar. Com um tom de comédia negra com pastelão, o seriado ao longo de seus dez episódios vai ganhando força em vários conceitos e criando boas camadas. Ainda que fique ligado ao "pastelão", a vida de Joel e Sheila vira de ponta-cabeça. Os dois precisam decidir quem vão matar e porquê. E não é uma escolha simples. Ambos decidem que só mataram pessoas nocivas a sociedade, mas o plano sai várias vezes pela culatra e acaba ou sendo uma tragicomédia ou um impulso assassino. 
A química do seriado vai além dos protagonistas quando a filha Abby (Liv Hewson) descobre sobre o mãe e chama o amigo tímido nerd Eric Bemis (Skyler Gisondo) que tem umas tiradas engraçadas sobre a situação. A partir daí o núcleo do seriado fica ainda mais divertido com Abby e Eric e suas teorias e escapadas juvenis. Mas um aviso: apesar de ser uma comédia, o seriado tem um ar pesado, pois é muito recheado de palavrões e até umas situações gore que podem não ser muito digestas a quem tem o estômago fraco. Quando Sheila "almoça" não é algo bonito de se ver e lembra bastante aqueles filmes trash dos anos de 1980 com muito sangue e pedaços de gente para tudo que é lado. Gostei bastante do seriado que aos poucos acabou me conquistando. Admito que os primeiros episódios me soaram meio forçados, e Barrymore parece querer desesperadamente voltar a ser a mesma menininha de E.T. com suas caretas e expressões corporais que alimentam uma época já distante. Mas logo foi ganhando corpo e ficando interessante, principalmente por conta das descobertas que vão acontecendo. 
O mais interessante é o estado de Sheila que vai alterando durante os episódios. De esfomeada e louca por sexo (!), para uma encarnação de um zumbi de verdade onde sua forme por carne começa a ir além do que pode controlar e partes do seu corpo começam a se deteriorar. Tudo isso faz com que Santa Clarita Diet acaba se destacando e entrando dentro de um circuíto novo e interessante. Acabou sendo uma grata surpresa para um seriado pouco divulgado e com dois nomes fortes na produção. Espero que a segunda temporada tenha o mesmo ritmo divertido da primeira...

NOTA: 8,0

Trailer clicando AQUI

Santa Clarita Diet (Idem, 2017)

Direção: Vários
Elenco: Drew Barrymore, Timothy Olyphant, Liv Hewson, Skyler Gisondo, Thomas Crawfor, entre otros
Duração: 29 min. por episódio
Temporada:
Criado por: Victor Fresco
Transmissão: Netflix

domingo, 26 de março de 2017

Personagens Ícones do Cinema: Princesa Leia

Quando falávamos de princesas até 1980 logo eramos imaginávamos uma "donzela em perigo" e cheia de frescuras. Bem... essa é a "princesa clássica", na verdade. Em 1977 o mundo dos cinemas conheceu outro tipo de princesa. Uma princesa que quando foi ser salva... acabou praticamente salvando seus salvadores e ainda comandou um ataque decisivo contra um dos maiores inimigos do universo. Estou falando da forte e inteligentíssima Princesa Leia Organa de Star Wars, que é muito mais que um título nobre e sim uma líder da maior rebelião que já se teve notícia no espaço! Leia tem passagens icônicas por toda a saga clássica de Star Wars como o já citado resgate em que Luke e Han Solo tentam resgatá-la de Darth Vader em Star Wars IV- Uma Nova Esperança e acabam sendo salvos por ela ou de como suas decisões praticamente guiavam toda uma boa parte da Aliança Rebelde. Vivida pela já saudosa Carrie Fisher (falecida em 2016), a geniosa Princesa Leia é sem dúvidas um dos maiores ícones dos cinemas e estará para sempre dentro dessa vasta cultura sendo lembrada como uma guerreira linda e forte. 

Segundo Trailer de Liga da Justiça


Saiu um novo trailer de Liga da Justiça. E ficou bem evidente que o tom da fotografia do longa está mais claro, fugindo um pouco (mas não muito) do que vimos em Batman vs Superman. Ainda assim achei muito cheio de efeitos especiais com toneladas de CGI. Mas o ponto positivo é que o trailer não mostra quase nada do enredo e concentra-se apenas em apresentar mais dos personagens e sem entregar a estória.  Liga da Justiça precisa funcionar como um genuíno sucesso ou todo o futuro da DC nos cinemas estará seriamente comprometido. Admito que apesar de todo o visual, o trailer não me empolgou muito e olha sou fã da DC Comics de carteirinha! Eu gostei, mas achei tão artificial que não me causou uma empatia imediata. Mas vamos esperar... O filme tem estreia para novembro.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Do tempo da Abril...!

A Abril Jovem deixou de editar super-heróis em 2002 quando a Panini assumiu de vez as HQs das duas principais editoras desse filão: Marvel e DC. Com isso acabou um reinado absoluto de mais de mais de 20 anos lançando os gibis favoritos da gurizada que cresceu lendo os famosos (e questionáveis) formatinhos. Minha história com os gibis da Abril começou apenas em 1994 quando de fato comecei a comprar quadrinhos regularmente, mas nem por isso, deixou de me marcar com o logo da "arvorezinha" da editora. Com o tempo fui garimpando em sebos e pegando ainda mais revistas. Cheguei a ter um numero muito grande de formatinhos, mas há alguns anos uma infiltração aniquilou (dramaticamente falando) uma boa parte delas. O formato Abril ficou famoso no Brasil- não foi uma criação da editora, mas ainda assim popularizou-se por conta dela. Outra fama- essa negativa- que a editora teve foi o das "mutilações". A Abril cortava páginas, refazia quadros e textos para melhor se adaptar ao período em que suas revistas eram editadas, já que havia um delay entre o que saia no Brasil e o que saia nos Estados Unidos de pelo menos uns três a quatros anos em média. Hoje esse delay é de um ano pela Panini. 
No entanto, apesar dos pesares, a Abril tinha muitos acertos editoriais. Um deles era a boa distribuição com data certa para chegar as bancas, coisa que hoje a Panini toma um caldo feio por conta disso. A comunicação via sessões de carta era outro ponto forte. Hoje, claro, com a comodidade da internet essa vertente foi esquecida de vez. Eu ainda tive carta e desenhos publicados por suas edições de heróis e era sempre divertido encontrar isso pelas revistas. Ainda que soe nostálgico, a "Era Abril" foi também de grandes fases. A editora pegou etapas históricas das grandes Marvel e DC como as mega-sagas Crise nas Infinitas Terras e Guerra Secretas, o surgimento do selo Vertigo, o nascimento de HQs que viraram lendas como Cavaleiro das Trevas e Watchmen, grandes fases e sagas. Ainda que o formatinho não desse todo o esplendor que muito disso foi editado, hoje esses mesmos quadrinhos são alvos de especulações nos sites e lojas de vendas de quadrinhos antigos. 
 Do tempo da Abril o que ficou mesmo foi aquela sensação de quadrinhos barato e divertido, que os amigos trocavam para ler ou se juntavam para colecionar. Nos dias de hoje o quadrinho virou um artigo de luxo, com preços salgados, encadernados em capa dura caríssimos e uma individualidade hostil entre os fãs dentro das mídias sociais, sites e blogs. No tempo da Abril muito disso era contido nas rodas de amigos e dificilmente saia uma ameaça de morte com é o dia de hoje. Sei que pra mim é fácil criticar que estamos mais chatos e intolerantes, como se o passado fosse uma "Era de Ouro", mas é fato que o fã está mais engomadinho e arisco. Eu continuo curtindo quadrinhos, achando divertido, mas procuro selecionar bem o que quero para ler e busca um equilíbrio no que posso passar entre fãs. 

Power Rangers (Resenha Cinema- leve Spoiler)

Eu vi Power Rangers virar o fenômeno que virou ao longo de sua criação. Quando Haim Saban adaptou Kyoryu Sentai Zyuranger para Mighty Morphin Power Rangers lá em 1992, o cara estava criando lendas da TV americana e fazendo muito dinheiro! Mas não vou falar de tudo que rolou até aqui. É só uma introdução para mostrar o quanto os personagens são queridos e famosos. Minha geração deixou para trás, ainda que sinta a nostalgia, mas a série se renova todos os anos criando novas gerações de fãs. Pensando nisso, a Lionsgate resolveu investir num novo filme, numa nova forma de enxergar esses personagens tão queridos e os atualizar para os dias de hoje. O pacote saiu muito melhor do que eu esperava. Ao chamarem o diretor Dean Israelite de Projeto Almanaque, acertaram em cheio e mais, a abordagem é um amálgama interessante no quis respeito ao tom do longa. Muita gente queria um filme sombrio e violento, outros queriam um filme no "melhor estilo Marvel" que evocasse o espirito do seriado de TV. A verdade é que num é nem uma coisa e nem outra, mas consegue sim demonstrar um poucos desses dois lados com certa identidade própria. 
A trama trata de colocar cinco jovens desajustados em linha uns com os outros. E a coisa acontece de forma natural a medida que a película corre. Com cuidado em criar personalidade para os novos heróis, a trama se estende bastante (!) até na construção de cada um, os deixando com profundidade entre dramas, medos, descobertas e responsabilidades. E isso tem inclusive a ver com transformarem-se em Power Rangers. Aliás, toda essa conexão acaba sendo fundamental para o desenvolvimento do plot principal. Algumas coisas que já vinham sendo cogitadas entre os fãs pela internet sobre a origem dos Power Rangers se confirma logo de cara e isso abre bastante o leque de possibilidades para o filme e para o futuro da franquia. Os novos atores funcionam muito bem na proposta com Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Zack (Ludi Lin- mediano), Trini (Becky G) e Billy (RJ Cyler- que vira o destaque disparado e um elo forte entre os companheiros). Me surpreendeu também Zordon (Bryan Cranston) que é muito mais que uma cabeça flutuante e sim uma peça-chave para toda a trama. A mitologia por trás dele me deixou bem empolgado e abre um leque maior ainda para a expansão desse universo. Outro destaque é a vilã vivida por  Elizabeth Banks (Rita Repulsa) que teria tudo para ser só uma catapulta para o clímax, mas ela tem um fundamento especial para todo o enredo, por mais que ela apareça pouco. Não é o melhor trabalho da atriz- nem de longe- mas funciona. 
Tecnicamente falando o filme é muito bem conduzido (apesar de alguns efeitos ficarem devendo e cortadas abruptas) e uma coisa me chamou a atenção: boa trilha sonora de Brian Tyler! O filme tem bons acertos, mas claro, há os pontos negativos. Um deles é que o tempo dos Power Rangers na tela é pequeno. Isso mesmo! Eles não aparecem tanto, mas quando o fazem, aposte que são espetaculares, ainda que tenha toda aquela aura espalhafatosa e de galhofa- se num tivesse eu me levantava da sala e tinha ido embora. Os Zords também funcionam bem, apesar da visível falta de orçamento para gerar eles- o que reflete na qualidade técnica. Há alguns atalhos grosseiros que podem incomodar aquele cinéfilo mais apegado a detalhes. Infelizmente não dá pra esperar uma obra prima aqui, mas sim... é um bom filme. Feito com cuidado, esmero e atenção tanto aos fãs mais antigos como os mais novos e bem atualizado em média para a proporção que é essa nova "roupagem". Espero realmente mais disso! Por tanto assista sem achar que estará assistindo o melhor filme do mundo. É só um filme pipoca pra divertir por quase duas horas. Não vai ganhar Oscar nem nada. Mas vai te entreter bem. 

NOTA: 8,0

Trailer clicando AQUI.

Power Rangers (Power Rangers, 2017)

Direção: Dean Israelite
Roteiro: Ashley Miller e Zack Stentz

Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyle, Ludi Lin, Becky G, Elizabeth Banks, Bryan Cranston, Bill Hader
Duração: 115 min.
Estúdio: Lionsgate, Saban Films e Toei Company

Punho de Ferro- 1º Temporada (Resenha Seriados)

Eu estava esperando terminar de assistir a todos os episódios para poder ler um pouco do que andam falando do seriado, pois o mesmo vem carregando críticas bem negativa. Mas de boa mesmo? A galera tá ficando chata demais. O seriado tem falhas? Tem sim e algumas bem bobas. Mas no corpo geral é sim boa e bem produzida. Não conheço muito o Punho de Ferro, apesar de eu ser um leitor antigo de quadrinhos (faltou oportunidade em bancas para isso) e por tanto, minha resenha vai se limitar apenas ao programa, sem entrar muito nos quadrinhos do personagem. Já li várias HQs dele, mas nada que me dê profundidade para entrar na comparação. Acho que Punho de Ferro está para os Defensores (próximo programa Netflix com os personagens Marvel) como o Capitão América estava para os Vingadores em seu primeiro longa. Só pra lembrar que o filme do "Primeiro Vingador" é bem mediado e só entrou mesmo para fazer "a liga" entre o universo de personagens Marvel para o filme de Os Vingadores. O que nos levamos a Punho de Ferro, mas sem um gancho tão evidente quanto foi Capitão América. O seriado de Danny Rand parece mais contido, ainda que tenha sim as mesmas qualidades técnicas dos antecessores. 
O básico ainda funciona aqui. A trama é relativamente simples ao colocar Danny Rand (Finn Jones) "voltando dos mortos" quando todos achavam que estava morto por conta de um acidente de avião com os pais quando era criança. Acontece que o garoto foi criado por monges de K’un-Lun e transformado no defensor deles como o Imortal Punho de Ferro. No entanto, Rand resolve buscar sua vida passada, suas raízes, e só encontra hostilidades. O caldo entorna quando ele começa a descobrir uma trama sórdida que envolve o Tentáculo e o antigo sócio de seu pai. Com isso em mente, os produtores começaram a tecer a trama em torno do perigoso Tentáculo, aqui mais aprofundado que nos outros seriados da Marvel e claro, fazendo com que o chiclete que liga os seriados, Claire Temple (Rosario Dawson- sempre ótima!) tenha mais destaque dessa vez. Com um ritmo do tipo gangorra, Punho de Ferro perde força numa trama que por muitas vezes parece solta, mas que se arruma posteriormente e depois se perde de novo, para se encontrar mais pra frente. 
E uma coisa me incomodou um pouco: as coreografias das lutas são boas, mas abaixo do que eu esperava para um seriado de artes marciais. Há momentos que você consegue perceber a "falsidade" dos golpes, a lentidão do compasso. Quase dá pra ouvir o diretor dizendo "Vai... começa". Eu esperava mais disso pelo menos. Seja com for, a trama consegue seguir em bom ritmo e os personagens vão ganhando corpo, principalmente Jessica Henwick como Colleen Wing, mas ainda falta ritmo e uma boa edição. Em resumo, é boa... mas poderia ter sido muito melhor. Apesar do descompasso e se perder às vezes, Punho de Ferro ainda é um bom acréscimo e está longe de ser a porcaria que estão pintando por aí. Só não vá com muita sede ao pote... 


NOTA: 6,5

Punho de Ferro (Iron Fist- 2017)

Criação Original Netflix
Direção: John Dahl, Farren Blackburn, Uta Briesewitz, Deborah Chow, Andy Goddard, entre outros...
Elenco: Finn Jones, Jessica Henwick, Jessica Stroup, Tom Pelphrey, Barrett Doss, David Wenham, Rosario Dawson, Carrie-Anne Moss, entre outros...
Episódios: 13
Duração: 55min em média por episódio

quarta-feira, 22 de março de 2017

DC Comics Renascimento

A Panini finalmente resolveu divulgar como ficarão as revistas mix da editora com a vinda do "Renascimento" na DC Comics. Não teve grandes surpresas, na verdade, mas me pareceu bem equilibrado. A começar vale o destaque que todas as revistas DC agora serão em papel LWC com média de 52 páginas por edição, mas os valores ainda não foram divulgados, mas deve ficar em torno de R$ 7,90 que é já praticado pela editora em edições semelhantes. A Panini adianta também que haverá ainda mais duas publicações que serão lançadas em maio e junho respectivamente, mas não divulgaram que material seria, mas com certeza nesse pacote estará Flash e Aquaman que não foram contemplados nessa primeira leva. Vamos aos mixies: 

Superman de Peter J. Tomasi e Patrick Gleason- Até onde sei, tá valendo cada centavo.

Batman de Tom King e David Finch- Vem fazendo sucesso lá fora e é um dos títulos mais vendidos.

Action Comics de Dan Jurgens e Patrick Zircher, Tyler Kirkham e Stephen Segovia- Esse título me surpreendeu. Não esperava por uma "Action Comics". Superman terá dois títulos no Brasil. Mas admito que esse não me interessou muito. E de verdade? Duvido que sobreviva por muito tempo. 

Detective Comics de James Tynion IV e Eddy Barrows- Esse foi outro que me surpreendeu pelo título adotado pela editora brasileira. Esse foi outro titulo que não me interessou muito, por me parecer mais um genérico das bat-aventuras do Morcego. Tynion IV é um "roteirista operário"  e seu destaque vai para a gangorra Batman Eterno. 

Mulher-Maravilha de Greg Rucka e Liam Sharp e Nicola Scott- Nesse eu boto fé. Greg Rucka já fez um trabalho espetacular na Amazona da DC e espero mais um trabalho de qualidade. Só num gostei muito de ter Liam Sharp como artista, pois o acho limitado... 

Lanternas Verdes de Robert Venditti,  Rafa Sandoval (Mulher-Gato) e Ethan Van Sciver com Sam Humphries e Robson Rocha- Edição com 92 páginas e trazendo duas séries dos Lanternas Verdes. Pela divulgação do conteúdo foi outra que não me interessou muito. 

Liga da Justiça de Bryan Hitch e Tony Daniel- Esse foi outro que não me interessou em nada. Depois da experiência que tive com o titulo JLA que é roteirizado por Hitch, quero distância desse cara. E Tony Daniel com todo esse tempo de carreira ainda tem um traço que oscila bastante. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Os piores inimigos da DC Comics nos cinemas: Executivos da Warner

Conversando com alguns amigos, percebi que todos nós estávamos de acordo em relação a DC Comics nos cinemas: Warner! Sim, a dona da DC Comics está sem saber o que fazer e isso é fato. Há uns dois anos o estúdio anunciou uma lista de filmes que estariam chegando aos cinemas até 2021 com seus personagens. Foi uma atitude ousada, já que o universo DC compartilhado nas telinhas praticamente nem existia ainda. Homem de Aço abriu as portas timidamente e então a veio Batman vs Superman que foi um filme morno já que a pretensão era outra, na verdade. Chegamos a um consenso de que a Warner pensou certo, mas está conduzindo da forma errada ou pior ainda, sem saber como conduzir. Homem de Aço dividiu os fãs e muita gente esperava que Batman vs Superman fosse o filme de redenção, mas o tiro saiu pela culatra. Mulher-Maravilha tem a tarefa homérica de ser o filme que dará esperanças para a DC nas telonas e Liga da Justiça precisa sacramentar isso para que os filmes da Casa das Lendas não fique no meio do caminho. 

A bagunça começa com a própria Warner quando não se decide sobre o cronograma de seus filmes. The Flash foi adiado, perdeu diretor e roteirista e foi iniciado do zero. Tropa dos Lanternas Verdes ainda é uma grande interrogação e o filme do Shazam! foi dividido em dois para que o Adão Negro possa ter o dele por conta do ator Dwayne Johnson que viverá o vilão (ou vilão arrependido, sei lá). Aquaman está na agulha, mas foi adiado o lançamento em agosto de 2018 para dezembro do mesmo ano. Pior está a situação de The Batman, que na verdade, nem estava nos planos da Warner inicialmente e de repente virou uma realidade confusa com troca de diretor, busca de roteiro, data indefinida, e outros percalços. Ai o estúdio ainda anuncia um filme do Asa Noturna sem ter um universo formado ainda e para relativamente breve. 

E uma das maiores bombas de 2016, Esquadrão Suicida, ainda está em pauta para ganhar uma continuação. Fora que os boatos sobre um Homem de Aço 2 surgem e desaparecem o tempo todo. O que está faltando até agora é um nome forte e inteligente que coordene todo esse universo, pois parece estar largado, sem uma pessoa para de fato ligar os pontos. As coisas parecem estar aleatórias, como se cada tijolo estivesse sendo montado a esmo. Vamos ver o que a Warner planeja e como pretende levar seu universo compartilhado adiante. Mas que está precisando sim de um sucesso desesperado, isso está. 

sábado, 11 de março de 2017

Logan (Resenha Cinema)

O filme de (supostamente) despedida de Hugh Jackman do personagem Wolverine não poderia ser melhor- na verdade poderia, mas chegaremos lá. Aqui temos um Wolverine violento, com cenas viscerais que os fãs ao longo desses 17 anos tanto pediam. Logan xinga, mata, enfia as garras na cabeça dos vilões e estraçalha quem se colocar em seu caminho. Passado vários anos, os mutantes já estão quase extintos. Logan trabalha em um serviço de limousine e tem um plano para se "aposentar" de vez. Cuidando de um Charles Xavier doente no meio do deserto, seu intuito e é ficar na surdina, sem despertar a curiosidade de ninguém. Era um plano simples, até que Laura (Dafne Keen) surge e Logan aceita um último serviço que pode lhe dar uma boa grana para realizar seus planos, e para isso bastava levar Laura para um local X. Até aí, tudo bem, se ela na verdade não estivesse sendo perseguida por um programa do governo de "fabricação de mutantes como arma". Com isso Os Caniceiros liderados por Donald Price (Boyd Holbrook) alcançam a "cobaia"  e tentam levá-la a força, coisa essa se torna bem complicada quando ela reage. 
A trama mostra Logan dando de ombros pro mundo e pensando apenas em sua sobrevivência, de Xavier e do colega Caliban. A principio o Carcaju se recusa a ajudar Laura, que fez parte de um programa para criar mutante e tem os dons parecidos com os de Logan, mas Xavier insiste e o Wolverine acaba entrando no meio da treta a contragosto. Essa ideia de um Wolverine menos heroico e mais "egoísta" pra mim não casou bem, mas aos poucos o personagem vai se soltando e mostrando o lado salvador. O diretor e roteirista James Mangold que vem a frente dos filmes solo do personagem foi uma grande promessa quando começou, e também uma grande decepção com dois filmes medianos com o primeiro e segundo filme do personagem. Aqui ele se ficou mais livre para tocar o barco do jeito dele, sem as amarras do estúdio, no caso, a Fox e entrega um filme digno do Wolverine. O filme tem um visual sujo, perigoso, sem esperança. As atuações de Hugh Jackman e Patrick Stewart são as melhores da série de filmes dos mutantes. O filme todo é um espetáculo visual que no coloca dentro do verdadeiro personagem.
Mas a verdade é que nem tudo são flores, Deixei pra fazer essa resenha justamente depois de todo o hype que eu me encontrava. Não mudou nada do que eu pensei antes: é sim um baita filme. E pode ser o começo de um tendencia, um novo nível para as adaptações de quadrinhos para a tela grande, mas faltou um elemento que poderia ter dado uma nova máxima a esse filme: ser mais heroico. Sim, faltou a identificação com as origens dos quadrinhos. Se não soubéssemos que ali é o Wolverine e que faz parte do universo dos X-Men por ligarmos uma coisa com a outra, seria apenas um filme de ação e drama como os muitos que temos hoje em dia.  Faltou mostrar que não tinha medo de mostrar isso. Mas não é um fator realmente de detração, é mais uma observação. No mais, é sim um baita filme e uma bela despedida de Jackman do personagem que viveu por tanto tempo. 

NOTA: 9,0

TRAILER clicando AQUI.

Logan (Idem, 2017)
Direção: James Mangold
Roteiro: Michael Green, Scott Frank James e Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Richard E. Grant, Boyd Holbrook, Stephen Merchant
Estúdio: Fox/ Marvel
Duração: 135 min.

sábado, 4 de março de 2017

Era uma vez na América (Disney)

 
Oi gente! Comentando aqui sobre mais um belo encadernado Disney! Neste, acompanhamos Mickey, Pateta, Minnie e até o Bafo-de-Onça pela história americana. A “aula” de história mais divertida, bolada na divisão italiana das empresas Disney. Uma ideia bem legal e lindamente executada. No passar de séculos, vemos a família Mouse vir da Inglaterra e crescer até chegar ao mundo de Hollywood. Vemos Mickey como repórter, piloto, guarda-costas, magnata, geógrafo... tem Mickey pra todos os gostos. As HQs foram muito bem escritas e, embora sejam realmente mais ficção que baseada em fatos, pode-se encontrar alguns detalhes legais sobre eventos reais, como a batalha do Forte Álamo (que eu sempre ouvi falar, mas não sabia mesmo o que era essa batalha). Desenhos lindíssimos aguardam o leitor. Das 14 histórias, 12 são assinadas por Masimo de Vita, um dos melhores desenhistas Disney, sem dívida! Quase 500 páginas de boas histórias pra quem tiver a sorte de adquirir esse grande trabalho!

Recomendo imensamente! Até a próxima!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

KIMBA – O Leão Branco


E aí galera! Passando aqui rapidinho pra comentar um mangá que estava na fila. Mais uma criação do genial Osamu Tezuka, a história deste leãozinho é bem interessante (fato que não passou despercebido pela dona Disney). Kimba é o filho de Panja, leão branco que era uma espécie de anti-heroi da selva africana (não, este não vivia na savana). Alguns homens brancos e uma tribo local estão caçando animais na região, e acabam pisando nos calos do felino, que os enfrenta em diversas ocasiões. Os humanos acabam por sequestrar a parceira grávida de Panja, e ela dá à luz Kimba. Contar mais pode estragar alguns detalhes da história, então vou deixar pra quem não sabe, ir atrás de descobrir.

Como em outras obras de Tezuka que li, o tom é leve e até infantil, mas nem por isso a história é ruim ou mal contada, longe disso. Um único momento me incomodou (quando os animais cantam), mas é coisa de adulto, provavelmente. Fora a história, o que tenho a comentar sobre a edição em si é o trabalho da New Pop. Fisicamente o material está impecável, edição e papel muito bons, e até o preço alto não é grande problema... o problema mesmo, que já vi em outros mangás deles, é a revisão de texto. Erros bobos de português que me incomodam sinceramente, embora eu não seja nenhum acadêmico. Pô meu, criança pode revisar! Eu reviso meu texto antes de uma postagem! Revisem esses textos antes de por a edição pra vender, pessoal. KIMBA custa R$ 25.00, mas se você comprar direto no site da editora, sai mais em conta (ou em sites de vendas de quadrinhos e afins, que geralmente é mais vantagem). Assim que sobrar uma graninha, vou atrás dos volumes dois e três pra completar minha coleção. Valeu! Até a próxima! 
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